terça-feira, 30 de abril de 2013

Semana dos Escritores Clássicos: Machado de Assis


Joaquim Maria Machado de Assis (21/06/1839 - 29/09/1908)

Machado de Assis foi um escritor considerado como sendo o maior nome da literatura brasileira. Escreveu em praticamente todos os gêneros literários ( foi jornalista, contista, cronista, romancista, poeta e teatrólogo). Nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. Em vida testemunhou a mudança política no país quando a república substituiu o império sendo um grande comentador e relator dos eventos político-sociais de sua época.
Nascido em uma família pobre, mal estudou em escolas públicas e nunca frequentou uma universidade. Interessado pela boemia e pela corte, lutou para subir socialmente abastecendo-se de superioridade intelectual. Assumiu diversos cargos públicos, e conseguiu precoce notoriedade em jornais onde publicava suas primeiras poesias e crônicas. 
Fundou e foi o primeiro presidente unânime da Academia Brasileira de Letras (conhecida também como Casa de Machado de Assis). Machado foi o primeiro a ocupar a cadeira de numero XXIII da acadêmia, nomeando José de Alencar (falecido vinte anos antes da fundação da academia) como patrono do acento.
Com 15 anos publicou seu primeiro trabalho literário, o soneto: "A Ilma. Sra. D.P.J.A" (1854) e em 1861 veio o seu primeiro livro, a tradução de "Queda que as Mulheres têm para os tolos".


Em pé: Rodolfo Amoedo, Artur Azevedo, Inglês de Souza, Bilac, Veríssimo, Bandeira, Filinto de Almeida, Passos, Magalhães, Bernardelli, Rodrigo Octávio, Peixoto; Sentados: João Ribeiro, Machado, Lúcio de Mendonça e Silva Ramos.


  • Algumas Obras: 

Memórias Póstumas de Brás Cubas
É após a morte que Brás Cubas decide narrar suas memórias. Nesta condição, nada pode suavizar seu ponto de vista irônico e mordaz sobre uma sociedade em que as instituições se baseiam na hipocrisia. O casamento, o adultério, os comportamentos individuais e sociais não escapam à sua visão aguda e implacável, nesta obra fundamental de Machado de Assis.

Quincas Borba
Narrado na terceira pessoa, é a história do ingênuo professor Rubião, mineiro de Barbacena, que recebe como herança todos os bens do filosofo Quincas Borba, mais a incumbência de tomar conta de seu cão - também denominado Quincas Borba -, e divulgar a filosofia conhecida como Humanitismo.

Dom Casmurro
Machado de Assis (1839-1908), escrevendo Dom Casmurro, produziu um dos maiores livros da literatura universal. Mas criando Capitu, a espantosa menina de "olhos oblíquos e dissimulados", de "olhos de ressaca", Machado nos legou um incrível mistério, um mistério até hoje indecifrado. Há quase cem anos os estudiosos e especialistas o esmiuçam, o analisam sob todos os aspectos. Em vão. Embora o autor se tenha dado ao trabalho de distribuir pelo caminho todas as pistas para quem quisesse decifrar o enigma, ninguém ainda o desvendou. A alma de Capitu é, na verdade, um labirinto sem saída, um labirinto que Machado também já explorara em personagens como Virgília (Memórias Póstumas de Brás Cubas) e Sofia (Quincas Borba), personagens construídas a partir da ambigüidade psicológica, como Jorge Luis Borges gostaria de ter inventado.

Outras Obras em: Machado de Assis

Assinatura de Assis:  Assinatura de Machado de Assis.gif
Selo postal em sua homenagem (1958):
 
Moeda feita em sua homenagem (1939):
 

M. BRUNA e M. VITOR

Sinopses: Skoob



segunda-feira, 29 de abril de 2013

Tag: Alfabeto Literário!

Olá pequenos macacos que pulam de galho em galho, fomos taggeados por dois blogs, por este motivo aqui terá a recomendação de 10 livros! Vamos às regras:
  • O número de blogs que serão indicados depende de cada um;
  • Você deve indicar, NO MÁXIMO, 5 letras do alfabeto (para o post não ficar muito grande), que podem ser aleatórias ou seguidas;
  • Para cada blog deve ser mandado uma sequência diferente;
  • Quem receber a tag deve escolher livros que comecem com as letras indicadas. Artigos não contam. Ex: " O mundo acabou". O artigo "O" não conta como letra "O", ou seja, o que vale são as letras da palavra secundária, nesse caso, a letra "M";
  • Na ausência de TODAS AS LETRAS, o leitor poderá fazer sua listinha de livros.
Os blogs que nos taggearam foram o Devoradores de histórias (Letras: S, P, A, E e U) e o Momento literário (Letras: A, F, G, N e M).

S - A Sociedade do Anel - J. R. R. Tolkien
Numa cidadezinha indolente do Condado, um jovem hobbit é encarregado de uma imensa tarefa. Deve empreender uma perigosa viagem através da Terra-média até as Fendas da Perdição, e lá destruir o Anel do Poder - a única coisa que impede o domínio maléfico do Senhor do Escuro. ------ "A Sociedade do Anel" é a primeira parte da grande obra de ficção fantástica de J. R. R. Tolkien, "O Senhor dos Anéis". É impossível transmitir ao novo leitor todas as qualidades e o alcance do livro. Alternadamente cômica, singela, épica, monstruosa e diabólica, a narrativa desenvolve-se em meio a inúmeras mudanças de cenários e de personagens, num mundo imaginário absolutamente convincente em seu detalhes. Nas palavras do romancista Richard Hughes, "quanto à 'amplitude' imaginativa, a obra praticamente não tem paralelos e é quase igualmente notável na sua vividez e na habilidade narrativa, que mantêm o leitor preso página após página". Tolkien criou em "O Senhor dos Anéis" uma nova mitologia, num mundo inventado que demonstrou possuir um poder de atração atemporal.


P - O Poder dos Seis - Pittacus Lore
(Sinopse pode conter spoiler do livro Um
)
O planeta Lorien foi devastado pelos mogadorianos, e seus habitantes, dizimados. Exceto nove crianças e seus guardiões, que se exilaram na Terra. Eles são como os super-heróis que idolatramos nos filmes e nos quadrinhos – porém, são reais. O Número Um foi morto na Malásia. O Número Dois, na Inglaterra. E o Número Três, no Quênia. Tentaram pegar o Número Quatro, John Smith, em Ohio, e falharam. Em O poder dos seis, John e a Número Seis se recuperam da grande batalha contra os mogadorianos, de quem ainda fogem para salvar a própria vida. Enquanto isso, a Número Sete está escondida em um convento na Espanha, acompanhando pela Internet notícias sobre John. Ela se pergunta onde estão Cinco e Seis, imaginando se um deles é a garota de cabelo preto e olhos cinzentos de seus sonhos, cujos poderes vão além de tudo o que ela já imaginou, aquela que tem a força necessária para reunir os seis sobreviventes.


A - Admirável Mundo Novo - Aldous Huxley
Ano 634 d.F. (depois de Ford). O Estado científico totalitário zela por todos. Nascidos de proveta, os seres humanos (pré-condicionados) têm comportamentos (pré-estabelecidos) e ocupam lugares (pré-determinados) na sociedade: os alfa no topo da pirâmide, os ípsilons na base. A droga soma é universalmente distribuída em doses convenientes para os usuários. Família, monogamia, privacidade e pensamento criativo constituem crime. Os conceitos de "pai" e "mãe" são meramente históricos. Relacionamentos emocionais intensos ou prolongados são proibidos e considerados anormais. A promiscuidade é moralmente obrigatória e a higiene, um valor supremo. Não existe paixão nem religião. Mas Bernard Marx tem uma infelicidade doentia: acalentando um desejo não natural por solidão, não vendo mais graça nos prazeres infinitos da promiscuidade compulsória, Bernard quer se libertar. Uma visita a um dos poucos remanescentes da Reserva Selvagem, onde a vida antiga, imperfeita, subsiste, pode ser um caminho para curá-lo. 


E - Extraordinário - R. J. Palácio
August Pullman, o Auggie, nasceu com uma síndrome genética cuja sequela é uma severa deformidade facial, que lhe impôs diversas cirurgias e complicações médicas. Por isso ele nunca frequentou uma escola de verdade... até agora. Todo mundo sabe que é difícil ser um aluno novo, mais ainda quando se tem um rosto tão diferente. Prestes a começar o quinto ano em um colégio particular de Nova York, Auggie tem uma missão nada fácil pela frente: convencer os colegas de que, apesar da aparência incomum, ele é um menino igual a todos os outros.
Narrado da perspectiva de Auggie e também de seus familiares e amigos, com momentos comoventes e outros descontraídos, Extraordinário consegue captar o impacto que um menino pode causar na vida e no comportamento de todos, família, amigos e comunidade - um impacto forte, comovente e, sem dúvida nenhuma, extraordinariamente positivo, que vai tocar todo tipo de leitor.

U - A Última Música - Nickolas Sparks 
Aos dezessete anos, Verônica Miller, ou simplesmente Ronnie, vê sua vida virada de cabeça para baixo, quando seus pais se divorciaram e seu pai decide ir morar na praia de Wrightsville, na Carolina do Norte. Três anos depois, ela continua magoada e distante dos pais, particularmente do pai. Entretanto, sua mãe decide que seria melhor para os filhos passarem as férias de verão com ele na Carolina do Norte. O pai de Ronnie, ex-pianista, vive uma vida tranquila na cidade costeira, absorto na criação de uma obra de arte que será a peça central da igreja local. Ressentida e revoltada, Ronnie rejeita toda e qualquer tentativa de aproximação dele e ameaça voltar para Nova York antes do verão acabar. É quando Ronnie conhece Will, o garoto mais popular da cidade, e conforme vai baixando a guarda começa a apaixonar-se profundamente por ele, abrindo-se para uma nova experiência que lhe proporcionará uma imensa felicidade – e dor – jamais sentida. Uma história inesquecível de amor, carinho e compreensão – o primeiro amor, o amadurecimento, a relação entre pais e filhos, o recomeço e o perdão – A ULTIMA MÚSICA demonstra, como só Nicholas Sparks consegue, as várias maneiras que o amor é capaz de partir e curar seu coração.

A - O Atlas Esmeralda - John Stephens 
Há dez anos, numa noite de inverno, os irmãos Kate, Michael e Emma foram tirados de suas camas às pressas, perseguidos por criaturas estranhas e levados para longe de seus pais, os quais nunca mais viram. Desde então, os três passaram todo esse tempo vivendo em vários orfanatos sem saber o que de fato aconteceu naquela noite. Kate, a mais velha, é a única que tem lembranças dos pais, a quem jurou proteger seus irmãos a todo custo até que a família estivesse reunida novamente; Michael, o do meio, adora o mundo dos livros e histórias de magia e é sempre alvo de implicância dos garotos mais velhos; e Emma, a mais nova, é uma verdadeira encrenqueira, mas de grande coração. Quando chegam a uma mansão abandonada, os irmãos encontram um atlas encantado que os faz viajar no tempo e os leva para uma terra habitada por gigantes, anões, lobos famintos, crianças prisioneiras e uma condessa que é a fonte de todo o Mal. Assim, as crianças que apenas buscavam o paradeiro de seus pais acabam tendo que salvar o mundo.


F - Floresta dos Corvos - Andrew Peters
Ark vive no alto das últimas árvores que restam no mundo. E, já que mesmo em um país suspenso como Arborium alguém precisa desentupir os canos, ele tem uma profissão: aprendiz de encanador. É enquanto está ocupado com o vaso sanitário de um político poderoso que o garoto se torna testemunha de algo que vai mudar sua vida. Sem querer, Ark entreouve a conversa de conspiradores que pretendem destruir seu país.
Uma perversa enviada de Maw, o império inimigo, feito de vidro e metal, planeja tomar as ricas árvores de Arborium e transformá-las em matéria-prima, fazendo de seu povo, os pacíficos dendrianos, nada mais que escravos de seu plano maligno.
Flagrado, Ark precisa fugir para não ser morto, e terá de percorrer o gigantesco arvoredo e chegar à sombria Floresta dos Corvos, onde talvez esteja sua única chance de proteger seus amigos e seu lar.

G - O Grande Gatsby - F. Scott Fitzgerald
Obra-prima de Scott Fitzgerald, O Grande Gatsby é o romance americano definitivo sobre os anos prósperos e loucos que sucederam a Primeira Guerra Mundial. O texto de Fitzgerald é original e grandioso ao narrar a história de amor de Jay Gatsby e Daisy. Ela, uma bela jovem de Lousville e ele, um oficial da marinha no início de carreira. Apesar da grande paixão, Daisy se casa com o insensível, mas extremamente rico, Tom Buchanan. Com o fim da guerra, Gatsby se dedica cegamente a enriquecer para reconquistar Daisy. Já milionário, ele compra uma mansão vizinha à de sua amada em Long Island, promove grandes festas e aguarda, certo de que ela vai aparecer. A história é contada por um espectador que não participa propriamente do que acontece - Nick Carraway. Nick aluga uma casinha modesta ao lado da mansão do Gatsby, observa e expõe os fatos sem compreender bem aquele mundo de extravagância, riqueza e tragédia iminente.





N - Neuromancer - William Gibson
Um hacker renegado, uma samurai das ruas, um fantasma de computador, um terrorista psíquico e um rastafari orbital num thriller sexy, violento e intrigante. De Tóquio a Istambul, das estações espaciais ao não-espaço da realidade virtual, o tenso jogo final da humanidade contra as Inteligências Artificiais...
Evoluindo de Blade Runner e antecipando Matrix, Neuromancer é o primeiro - e ainda hoje o mais famoso - livro de William Gibson. É considerado não só o romance que deu origem ao gênero cyberpunk, mas também o seu melhor representante. Edição especial com nova tradução, nova capa e projeto gráfico, novo prefácio e notas explicativas.






M - O Mágico de Oz - L. F. Baum
A casa de uma menina que vive no interior do Kansas é envolvida por um tornado, sendo transportada para a Terra de Oz. Dorothy se aventura pelo colorido e novo mundo que acaba de descobrir. Tentando voltar para casa conhece pelo caminho um espantalho,um leão e um homem de lata, os quatro se unem para encontrar o Mágico de Oz, que poderá realizar os seus mais íntimos desejos. A história do Mágico de Oz é bastante conhecida por todo o mundo.







E por fim, segue abaixo os blogs que eu mando essa tag:
- Biblioteca Esmeralda: A T W B U
- (in)Utilidade Pública: P Q E J A
- [Nosubtitle]: M U F E D
- Olímpico Literário: L S C G N
- Livroterapias: Q F L I C

Por: m. pierre & m. bruna

quarta-feira, 24 de abril de 2013

O fim dos livros de papel. Será?

Olá! Parem tudo o que estão fazendo, pois hoje é o grande dia em que o Sr. Vitor Daolio finalmente escreve alguma coisa de sua completa autoria e sai de vez das sombras para as páginas deste magnifico Blog!!!!
Bom, pra quem não sabe eu me chamo Vitor (não-vou-escrever-meu-nome-inteiro) Daolio, um dos escritores do Macaco Literário que finalmente resolveu escrever alguma coisa.
Para o meu post inaugural eu escolhi um tema bastante atual e um tanto quanto polêmico. Resolvi falar sobre o surgimento dos e-Readers e o futuro dos livros em papel.
Bem, tudo começou quando eu, pobre leitor sedento por livros, fui a uma livraria e vi um belíssimo e-Reader à venda. Já tinha pesquisado um pouco sobre os leitores digitais e como eu já estava querendo comprar um, não resisti e levei.
Cheguei em casa com o meu novo gadget e logo comecei a fuçar (como uma criança que acaba de receber um presente de aniversário ou de natal), mas logo que eu comecei a usa-lo me bateu uma tristeza e uma pergunta pairou no ar: "E agora senhor Vitor, o que será dos nossos amados livros impressos em papeis? Já era? Como você pôde se render a essas tecnologias ultra legais e modernas?". Admito que fiquei bastante triste por pensar que agora todas aquelas sensações, como abrir e cheirar o livro novo, ver o seu peso, admirar a capa, e durante a leitura ver o quanto falta pra encerrar a história comparando quantas paginas estão do lado direito e quantas estão do lado esquerdo do livro.
Mas, apesar disso, eu queria um e-Reader pois eles me dão a possibilidade de ler no escuro, de me mostrar o significado de palavras ao toca-las (recurso muito útil quando se lê em outra língua) e por não ter que entupir as minhas prateleiras com livros considerados - por mim - menos importantes mas que mesmo assim eu gostaria de ler.
Foi ai que eu olhei a minha prateleira: Uma prateleira reflete o que a pessoa é. A partir dela as outras pessoas têm uma visão do que você gosta ou não e para as pessoas mais sensíveis é possível identificar até o modo de pensar e a visão política do dono dos livros.
Depois de divagar sobre a minha prateleira me veio um estalo: talvez os e-Readers não substituam os livros, pelo contrário! Olhem os aparelhos MP3, eles não acabaram com a venda de CDs. Uma pessoa por gostar tanto de tal artista vai e compra o CD dele. Elas são mídias que se complementam. No caso dos livros, uma pessoa que vai viajar não precisa mais carregar peso extra na sua mochila por causa deles, basta leva-los no e-Reader!
E eu também não vou parar de ler livros impressos. É claro que quando lançar o próximo livro de As Crônicas de Gelo e Fogo eu vou comprar o livro físico, bem como eu fiz com o livro Morte Súbita, da nossa amada J. K. Rowling. E se aparecer algum outro livro que me chame muito a atenção, também vou procurar te-los em papel na minha prateleira.
É claro que essa visão é minha, ou seja, subjetiva criada na era pré e-Readers onde papel digital era só sonho. Não posso deixar de reparar que o meu irmão de 8 anos dá mais atenção ao meu e-Reader do que aos livros expostos na minha prateleira, talvez isso acontece por ele ser uma criança e o e-Reader um aparelho diferente que acaba chamando a atenção. Ou porque os hábitos dos leitores realmente vão se adaptar a nova mídia (e o livro físico acabará as traças).
Bom, a unica coisa que eu tenho certeza é que só me resta esperar para ver a resposta, o tempo há de mostrar e quem viver verá!

Deixo uma tirinha muito interessante que eu encontrei nas internetês da vida e que ajuda a ilustrar o texto (tradução abaixo da imagem).
 Estamos cansados de ler através de telas. / Elas machucam a vista e necessitam de óculos especiais. / 
Nós sempre a quebramos quando andamos nas calçadas automáticas. / É tempo de reinventar nossos sistemas de leitura! / Vamos começar tornando-os mais interativos. / Seus pesos devem ser conforme o tanto de informação contida. / Usaremos um tipo (de tela) sem brilho, envolto a uma camada de extrato de madeira. / Os novos serviços de leitura deverão ter uma função secundária: decorar a casa / e claro, eles tornarão dificil uma viajem com mochilas voadoras.

(Para lembrar: não sou formado em tradução, peço perdão por eventuais erros.)

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Diário de Leitura 3: Fazendo Meu Filme 2 - Fani na terra da rainha



Fazendo Meu Filme 2 - Fani na terra da rainha
  • Personagens favoritos: Fani, Léo e Christian.
  • Data de início da leitura: 13-01-2013
  • Data de término da leitura: 14-01-2013
Citações:
"Eu te amo. Acho que desde o primeiro dia que te vi" Léo

"Da próxima vez que for destruir o coração de alguém, pense duas vezes; Você pode estar lá dentro" Léo

"Até lá viverei das suas lembranças" Fani

"Seu coração não está fechado; Ele está machucado, é diferente. Sozinha, você não vai fazer com que ele melhore rápido" Christian 

"Você tem brilho próprio, vai ofuscar todas as cenas" Christian

"Me senti feliz por perceber o meu coração disparado ao constatar que ele ainda está vivo" Fani

"É como se o filme mais intenso a que eu já assisti na vida chegasse ao final" Fani

"Não sei o que me espera. Mas aprendi que a felicidade é uma opção. Ela mora em todo lugar. Basta que a gente permita que ela nos faça companhia" Fani

"Uma morte como a da lagarta, que parece petrificada em seu casulo antes de virar borboleta e poder ver a mesma vida de antes, com outra percepção, com outros olhos" Fani

"Tinha sido um longo filme. E agora que meu final feliz iria começar" Fani

Opinião: 
A continuação da saga não poderia ser, no meu ponto de vista, mais emocionante.
Paula Pimenta consegue, por meio de Fani, mostrar para as fãs brasileiras como o mundo é grande e como pode ser complicado viver longe do nosso país em meio a outras culturas e costumes, longe de tudo o que conhecemos, mas ao mesmo tempo consegue nos fazer perceber que, por mais difícil que seja, vivenciar coisas novas pode ser inusitado e a melhor coisa podemos fazer.
Ao tentar expandir seu horizonte você cresce, aprende e vive!
O livro nos deixa cada vez mais ansiosos para saber o desfecho de Fani e de Léo, além de também ficarmos torcendo para a felicidade dos outros personagens do livro.
E claro que para descobrirmos isso, temos que ler até o final dessa irresistível saga com gostinho de Brasil!!

Por: m. bruna

domingo, 31 de março de 2013

Resenha #03: Como treinar o seu dragão



Como treinar o seu dragão
Avaliação: Macaco de ouro (5 estrelas)
Sinopse
Conheça Soluço Spantosicus Strondus III: a Grande Esperança e o Herdeiro da Tribo dos Hooligans Cabeludos - mas um garoto sem qualquer talento para liderar. "Como Treinar o seu Dragão" conta a tumultuada jornada de Soluço em sua iniciação como um legítimo guerreiro viking: junto com os outros garotos da tribo, ele precisa domesticar e treinar o dragão mais feroz e assustador que for capaz de capturar. Em vez disso, Soluço acaba com o menor dragão que já se viu - e, para piorar, o animal é teimoso, impossível de ser adestrado e completamente banguela. Começa aí a aventura do mais encantador e improvável dos heróis e de seu dragão muito mal-educado.
Inteiramente ilustrado, com muita ação e o tipo de humor que arranca gargalhadas até dos mais carrancudos, "Como Treinar o seu Dragão" é o primeiro livro de uma série que é sucesso mundial, que inspirou o filme de animação cotado como uma das estreias mais importantes deste ano.

Resenha
Como treinar o seu dragão é um livro infantil da saga "Como treinar o seu dragão" que conta as aventuras de Soluço Spantosicus Strondus III, traduzido do Antigo Norueguês por Cressida Cowell.
O primeiro livro da saga mostra Soluço e outros garotos em sua inicialização para virar um viking da Tribo dos Hooligans Cabeludos e a primeira de muitas missões é conseguir um dragão, pra isso os garotos vão precisar subir em cavernas congelantes, onde ficam dragões em coma por adormecimento.
Soluço era o filho do chefe da tribo e eles estava determinado e precisava pegar o melhor dos dragões treináveis, o melhor tipo, o Pesadelo Monstruoso, mas ele acabou pegando o menor dragão, do pior tipo, e como se isso não fosse ruim o suficiente seu dragão era banguela, desobediente e egocêntrico.
Então chegou enfim a segunda missão, e os garotos teriam que treinar seu dragão para o Dia de Thor, onde eles teriam mostrar que eram capazes de treinar e domesticar um dragão ou então seriam exilados totalmente, não virando verdadeiros vikings.
Soluço até que tentou treinar seu dragão do jeito normal, mas não conseguiu, descobriu um jeito próprio de treinar seu dragão e enfrentou várias aventuras, muitas vezes engraçadas, mas isso só vão saber lendo o livro.
"— Em algum momento meu pai vai descobrir a verdade, claro — disse Soluço abatido." Soluço - Página 86
O livro é realmente muito interessante, embora voltado ao público infantil eu acho que ele pode ser lido por todas as idades (assim como O pequeno príncipe).
Por ser um livro infantil, não espere muita coisa, são aventuras curtas da vida de Soluço e Banguela, divertidas, cômicas muito engraçadas, portanto não espere algo que vá ser desvendada em todos os livros da série (que são uns nove ou dez).
O livro todo contém ilustrações feito à mão pela autora e são muito interessantes, às vezes tendo programações e coisas do livro mesmo.
A capa é muito bonita de se ver e pelo meu olhar, muito criativa também.
Como eu disse o livro é infantil, mas pode ser lido por qualquer idade. Os livros da saga passam em um piscar de olho, sendo bem fáceis e rápidos de serem lidos.
O filme só tem o mesmo nome e o nome de personagens, mas é totalmente diferente do livro.

Por: m. pierre

Resenha #02: O mágico de Oz



O mágico de Oz
Avaliação: Macaco de ouro. (5 estrelas)

Sinopse
A casa de uma menina que vive no interior do Kansas é envolvida por um tornado, sendo transportada para a Terra de Oz. Dorothy se aventura pelo colorido e novo mundo que acaba de descobrir. Tentando voltar para casa conhece pelo caminho um espantalho,um leão e um homem de lata, os quatro se unem para encontrar o Mágico de Oz, que poderá realizar os seus mais íntimos desejos. A história do Mágico de Oz é bastante conhecida por todo o mundo.


Resenha:
O mágico de Oz, de L. Frank Baum é um clássico infanto-juvenil de fantasia magnífico. 
Dorothy é uma menininha que vivia no Kansas com sua tia Em e o seu tio Henry. No Kansar existem muitos ciclones e em um desses ciclones Dorothy e seu cãozinho Totó não conseguiram escapar e tiveram sua casa levada por ele até terras estranhas. Nesse lugar Dorothy descobriu que talvez o grande Mágico de Oz, o mais forte de todos naquele lugar poderia levá-la de voltar para o Kansas.
Em sua jornada Dorothy descobriu que não era a única que precisava, ela encontrou um Espantalho que queria um cérebro para poder pensar como os homens de carne, um Lenhador de Lata que queria um coração para poder amar como todas as pessoas e um Leão Covarde que queria coragem para ser o rei dos animais e poder lutar com qualquer um deles.
"— Deve ser incômodo ser feito de carne — disse o Espantalho, pensativo. — Porque a pessoa precisa dormir, comer e beber. Por outro lado, tem um cérebro, e poder pensar direito bem que vale todo o trabalho." Espantalho, página 49.
Passaram então todos eles, Dorothy, seu cão Totó, o Espantalho, o Lenhador de Lata e o Leão Covarde por grande aventuras até chegarem à Cidade das Esmeraldas, onde descobriram o segredo do grande Mágico de Oz e passaram por várias outras aventuras.
Para mim, O mágico de Oz é um livro magnificamente mágico, esse livro mostra que nem sempre precisamos realmente de tudo que queremos, que às vezes temos o que queremos mesmo achando que precisamos urgentemente e acabamos nos preocupando mais consigo mesmo do que quem realmente tem um problema real. Esse livro também me mostrou que nós podemos ser o que quisermos, basta querermos e ter uma criatividade extra pra isso.
Baum realmente fez uma estória  interessantíssima e realmente gostosa de se ler, quando você começa a ler o livro, não quer mais parar, nunca mais. Eu inclusive li em cinco horas, de madrugada, escondido, mas não parei de ler.
A edição pocket da Zahar, que é a que eu tenho, ter um designer lindo, capa dura e a primeira e a última folha são desenhos de tijolos amarelos, como os da estrela que leva até a Cidade das Esmeraldas, o livro contém cerca de 50 ilustrações é muito bonito de se olhar.
O livro é realmente muito BAUM, entenderam entenderam? Baum, bão, bom. L. Frank Baum. C: C: Beleza, não teve graça, continuemos com a resenha.
Bem, eu não acho que O mágico de Oz seja digno que algum defeito não, o livro é mágico e perfeito, e mesmo sendo uma estória infantil eu acho que até quem não é acostumado com o estilo leria de boa porque o livro é realmente magnífico.
O livro serviu de inspiração para vários filmes e peças teatrais e é considerado um clássico.
Poucos sabem, mas O mágico de Oz é o primeiro livro de uma série com catorze livros. 
E só para dar fim à resenha, uma parte de um artigo do Wikipédia que achei necessário:


Relações com o partido populista estadunidense
Em 1964, Henry M. Littlefield foi a primeira pessoa a declarar que "O Maravilhoso Feiticeiro de Oz" não era apenas um livro infantil, mas sim uma alegoria ao Movimento Populista ocorrido nos Estados Unidos da América no fim do século XIX. Littlefield publicou um artigo chamado "The Wizard of Oz: Parable on Populism." no diário estado-unidense chamado "American Quaterly." Desde então, a teoria da relação do livro com o Partido Populista (Populist Party) vem sendo ensinada nas escolas e faculdades estado-unidenses.
Além de Henry M. Littlefield, muitos outros especialistas em política e história estado-unidenses dizem que o livro é muito mais do que um conto infantil, afirmando que Lyman Frank Baum era um seguidor do Partido Populista, e que esse autor usou o livro para defender o principal ideal desse partido, que era introduzir a prata como moeda de circulação no país, quebrando a hegemonia do ouro - ouro este que era escasso e estava quase que completamente sob o domínio dos donos das indústrias, que, por sua vez, eram na maioria membros do Partido Republicano.
Existem inúmeras interpretações para o que Lyman Frank Baum demonstra com o livro, entre as interpretações mais comuns estão que Dorothy é do estado de Kansas, pois na época era um estado completamente rural onde o Partido Populista era forte, devido a presença de muitos fazendeiros. No livro, Dorothy usa sapatos prateados, que significam a prata pisando no ouro, já que toda a estrada era feita de tijolos dourados.
O Espantalho representa a figura comum de um fazendeiro estado-unidense, que é considerado "sem cérebro" pelas elites industriais mas mesmo assim consegue ajudar a solucionar problemas que surgiram durante a jornada do livro.
O Homem-Lata representa o trabalhador das indústrias do nordeste dos Estados Unidos da América, pessoas exploradas por ricos empresários, que já não tem mais sentimentos e não fazem nada na vida além de trabalhar para ganhar pouco.
O exército de macacos comandado pela Bruxa do Oeste representa os nativos e índios da América do Norte. Em vários trechos do livro podem ser encontradas falas dos macacos onde os mesmos dizem que antes da chegada do homem, eles viviam num reino de paz, sem ter que trabalhar nem servir a ninguém.
E finalmente, o Leão representa o maior nome do Partido Populista, William Jennings Bryan. Um homem muito bom em falar em público, convencendo e persuadindo pessoas sobre a suas idéias, mas que na hora das eleições nunca provou ser realmente forte como parecia. Bryan concorreu a presidência cinco vezes consecutivas e não venceu nenhuma delas.
A interpretação mais comum do fato de que o autor Frank Baum, que era adepto do Partido Populista, ter criticado William J. Bryan em seu livro, é que na última vez em que se candidatou para a presidência dos Estados Unidos da América, Bryan deixou o Partido Populista para se candidatar pelo Partido Democrata, o que contribuiu para o fim do Partido Populista estado-unidense.

Por: m. pierre